16 COISAS QUE VOCÊ DEVIA SABER SOBRE O DESCOBRIMENTO DO BRASIL





A caravela surgiu em Portugal, em 1 440. Pesava 60 toneladas, possuía velas triangulares e de início tinha dois mastros. Com o tempo, passou a pesar 180 toneladas e possuir quatro mastros, tornando-se maior.

 

A nau era uma grande embarcação que levava cerca de 800 pessoas nos seus três ou quatro pavimentos. O galeão era usado como navio-protetor ou navio de suprimentos. Costumava acompanhar as naus nas grandes viagens.

 

Naquela época, as navegações eram financiadas pela Coroa Portuguesa e ordens religiosas como a Ordem de Cristo. Parte desses recursos vinha também do dinheiro confiscado de judeus e mouros expulsos da Península Ibérica. Outra parte era financiada por banqueiros italianos, que tinham sido prejudicados pelo fim do comércio pelo mar Mediterrâneo.

 

A frota de Pedro Álvares Cabral levava 1 500 homens em 13 embarcações que saíram de Portugal no domingo, 09 de março de 1 500. Detalhe: somente 500 homens voltaram para o local de onde partiram.

 

O objetivo da frota era contornar o sul da África e chegar na Índia para consolidar o domínio português naquela região. Mas parte dela rumou para sudoeste, na direção das terras partilhadas com a Espanha no Tratado de Tordesilhas.

 

O primeiro sinal da nova terra: ervas na superfície da água. O segundo sinal: revoada de pássaros. E finalmente o terceiro e derradeiro sinal de que tinham descoberto: o avistamento de um monte que o comandante nomeou Monte Pascoal por ser aquela a semana da Páscoa. A nova terra foi chamado por ele de Ilha de Vera Cruz.

 

A recém-descoberta ilha de Vera Cruz foi também por um tempo chamada de Terra de Santa Cruz. O nome Brasil só começou a ser adotado em 1 503.

 

Acredita-se que o nome Brasil tenha surgido em virtude da extração do pau-brasil, um tipo de árvore comum nas terras recém-descobertas. Alguns historiadores, no entanto, contestam essa versão. Para eles, o nome “Brazil” relaciona-se a uma ilha imaginária na costa da Irlanda. Tratava-se de uma ilha cercada de mistérios, onde o rei celta Brasal teria fixado moradia após a morte.

 

Além da carta de Pero Vaz de Caminha, foram feitos dois outros registros sobre o descobrimento: a Relação do Piloto Anônimo e a carta de Mestre João.

 

Os navios permaneceram 10 dias na costa para armazenar água e estabelecer contato com os nativos. Em seguida, rumou em direção ao seu destino final: a Índia. Um navio seguiu para Lisboa para dar a notícia do descobrimento.

 

A primeira missa foi realizada em 26 de abril de 1 500, quatro dias após o descobrimento. Foi realizada num local conhecido como Coroa Vermelha, na atual região de Porto Seguro, perto do Monte Pascoal.

 

Pouco se sabe sobre a vida de Pedro Álvares Cabral. Presume-se, no entanto, que descendia de uma família nobre e teria nascido na localidade de Belmonte em 1 467 ou 1 468.

 

Pedro Álvares Cabral ganhou 10 mil cruzados pela viagem (cada cruzado equivalia a 3,5 gramas de ouro), além de 600 quilos de pimenta, que podia comercializar como quisesse.

 

Cabral foi convidado para realizar uma nova viagem à Índia dois anos depois do descobrimento, mas não aceitou o posto de subcomandante. Tal recusa foi considerada uma ofensa ao rei, que nunca o perdoou. Morreu em total esquecimento em 1 520.

 

Alguns historiadores sustentam a hipótese de que o verdadeiro descobridor do Brasil teria sido Duarte Pacheco, que teria viajado em segredo para a parte ocidental do Oceano Atlântico, em 1 498. O único trecho sobre esse feito registrado no livro Sobre os Mares do Mundo, lançado por Pacheco em 1 508.

 

Outro possível descobridor teria sido o espanhol Vicente Pinzón, que teria chegado em um novo território “de além-mar” em janeiro de 1 500, três meses antes de Cabral. Detalhe: Pinzón tornou-se conhecido como o descobridor da foz do rio Amazonas.

 

Fontes: Wikipédia, UOL Educação, Coleção De Olho no Mundo/Recreio, Guia dos Curiosos, Saga – A Grande História do Brasil.

 


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