18 FATOS CURIOSOS SOBRE O TRÁGICO FIM DE POMPEIA





Acreditava-se até recentemente que a erupção que destruiu a cidade romana de Pompeia tinha ocorrido em 24 de agosto, mas sabe-se agora que ocorreu em data posterior: 24 de outubro do ano 79 depois de Cristo.

A erupção propriamente dita teve início às 13 horas daquele fatídico dia. Pequenos tremores ocorridos nos dias anteriores, no entanto, prenunciavam que algo muito grave estava para acontecer.

Como eram pequenos, os abalos sísmicos em nada alteraram a rotina da cidade. Para as populações de Pompeia e suas vizinhas Herculano e Stabia, aquele seria um dia como outro qualquer.

Assim que entrou em erupção, o Vesúvio formou uma gigantesca coluna de magma e cinzas de 27 quilômetros de altura. Duas horas depois, uma chuva de pedras-pome começou a cair sobre a cidade.

Sem saber exatamente o que estava acontecendo, os pompeanos protegeram-se em suas próprias casas e estabelecimentos. Os visitantes procuraram pórticos, abóbadas e lojas para se esconder. Mesmo assustados, eles acreditavam que logo tudo voltaria ao normal.

A segunda fase da erupção começou por volta de meia-noite. Uma nuvem negra e escaldante vinda do vulcão cobriu praticamente toda a cidade. Cheia de vapores clorídricos incandescentes, ela matou quase toda a população por asfixia (ao contrário do que muitos pensam, a maioria não morreu soterrada).

Na esperança de encontrar um barco que os levasse para longe dali, muitos pompeanos tentaram fugir na direção no mar. Todavia, isso era impossível. O mar revolto destruiu todas as embarcações. Ondas de até 8 metros de altura impossibilitaram a fuga a nado.

A explosão foi tão forte que o antigo topo (o Vesúvio tinha a aparência de cone) transformou-se em duas crateras planas. Foi como se a montanha tivesse rachado ao meio.

Pompeia não foi a única vítima da fúria do vulcão. As cidades de Herculano, Stabia, Miceno, Nucéria e Oplontis também foram atingidas. A maior parte da população de Herculano – onde a erupção matou apenas 300 pessoas – conseguiu fugir.

Ao contrário das vítimas de Pompeia, as de Herculano morreram em grande parte devido ao calor no interior da gigantesca nuvem de cinzas. A temperatura era tão alta que a carne evaporou.

Muitos pompeanos foram enterrados pela grossa camada de cinzas. Como ela se solidificou com o passar do tempo, formou moldes de seus corpos. Preenchidos com gesso, esses moldes revelaram a posição em que estavam no momento da morte.

Muitos corpos foram encontrados portando joias e outros pertences pessoais. No corpo de uma mulher encontrado do lado de fora de um hotel havia um bracelete de ouro com a seguinte inscrição: “do mestre para sua escrava”.

Algumas pessoas tentaram se proteger sob os mausoléus de um cemitério. Os seus corpos foram encontrados ali mesmo, entre eles o de uma mulher abraçada a uma criança.

As ruínas de Pompeia só foram descobertas em 1 599, durante as escavações para desviar um curso do rio Sarno. A cidade, no entanto, só começou a ser completamente desenterrada mais de 150 anos depois.

Mosaicos e afrescos foram encontrados em perfeito estado de conservação. O problema é que muitos possuíam imagens eróticas, o que levou as autoridades a escondê-las dos visitantes por um longo tempo. Mesmo hoje, nem todos tem autorização para ver essas obras.

A mesma erupção que soterrou Pompeia congelou a cidade no tempo. Ao estudar as suas ruínas, os arqueólogos puderam reconstituir como era a rotina no antigo Império Romano.

As ruínas de Pompeia são visitadas por 2,5 milhões de habitantes por ano, o que faz dessa antiga cidade romana um dos 10 pontos turísticos mais visitados da Itália.

A região em torno do Vesúvio é atualmente habitada por cerca de 2 milhões de pessoas. A maior cidade é Nápoles, com 950 mil habitantes. O problema é que o adormecido Vesúvio pode entrar em uma nova e violenta erupção. Só não se sabe quando.

Fontes: Wikipédia, História Viva, National Geographic Brasil, Mundo Estranho.


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