18 TÓPICOS QUE VÃO TE INTRODUZIR AO PENSAMENTO DE NIETZSCHE





Nietzsche foi batizado como Friedrich Wilhelm Nietzsche. Os dois primeiros nomes foram escolhidos em homenagem ao rei da Prússia, Frederico Guilherme.

 

Nietzsche nasceu na cidade alemã de Röcken, região do atual estado da Saxônia-Anhalt, em 1 844. Faleceu na cidade-distrito de Weimar, em 1 900.

 

Órfão de pai, o futuro filósofo foi criado pela mãe, avó e tias.

 

Foi apelidado na infância de “Pequeno Pastor” devido à profissão de seu pai, tio e avô, que eram pastores protestantes.

 

Com apenas 24 anos, foi nomeado professor de filologia clássica da Universidade da Baviera, tornando-se a pessoa mais jovem a ter alcançado essa posição. Uma observação: filólogos são estudiosos da literatura clássica grega.

 

Costumava frequentar a casa de campo do compositor Richard Wagner, de quem era muito amigo.

 

Publicado em 1 871, seu primeiro livro foi O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música.

 

Entre as obras mais importantes do filósofo estão Assim Falou Zaratustra, Além do Bem e do Mal, A Genealogia da Moral e O Crepúsculo dos Ídolos.

 

Assim Falou Zaratustra foi em parte inspirado no místico persa Zaratustra, também conhecido pelo seu nome grego Zoroastro. Suspeita-se que Zoroastro tenha sido o fundador da primeira religião monoteísta de que se tem notícia: o zoroastrismo, ou masdeísmo.

 

Nietzsche jamais alcançou fama em vida. Tanto é verdade que teve de pagar pela publicação da última parte de Assim Falou Zaratustra.

 

Passou os últimos dias aos cuidados da irmã. Tinha sido vítima de um distúrbio mental, provavelmente provocado pela sífilis (doença um tanto comum no século XIX). Foi também acometido ao longo da vida por frequentes enxaquecas e progressiva deterioração da visão.

 

A paixão não correspondida pela escritora Lou Salomé, bem como as ideias do filósofo, inspiraram o escritor e psicanalista Irvim Yalom a escrever o best-seller Quando Nietzsche Chorou. O sucesso desse livro foi tão grande que acabou sendo adaptado para o teatro.

 

As ideias centrais de Nietzsche são a: 01) a morte de Deus (talvez a mais famosa da obra do autor); 02) o homem deve ser superado; 03) e o mundo real é algo a ser valorizado.

 

Enquanto o cristianismo afirma que tudo neste mundo deve ser superado para que possamos alcançar o mundo perfeito do pós-morte, Nietzsche diz que isso nos afasta da vida. A moral cristã seria, no entender dele, uma forma de negar o mundo tal qual ele se apresenta.

 

No entender de Nietzsche, a religião manipula as pessoas, impondo-lhe resignação e renúncia. Ao tentar transcender o mundo real na busca por um hipotético reino celestial, o homem nega a própria vida. Para ele, esse mundo real é que seria mais importante.

 

Ao nos darmos conta de que existe um único mundo, verificamos como é errado transferir todos os valores para além dele. Temos que reconsiderar nossos valores, além de refletir melhor sobre o que é ser humano. É aí que surge o conceito de super-homem, alguém com força e independência para encarar o mundo e a vida do jeito que eles são.

 

Não devemos apenas aceitar o mundo/a vida, mas dar significado a ele/ela. Somos nós mesmos que damos significado à vida.

 

Imagem acima: Friedrich Nietzsche retratado pelo pintor norueguês Edvard Munch.

 

Fontes: Wikipédia, UOL Educação, Enciclopédia do Estudante Vol. 12 – História da Filosofia, O Livro da Filosofia.


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