CONHEÇA 80 PALAVRAS PORTUGUESAS DE ORIGEM AFRICANA





Línguas não são entidades estáticas. Elas estão sempre mudando, inclusive em virtude de influência externa ou migrações. No caso do português falado no Brasil, houveram influências de línguas indígenas e africanas. Ele se diferencia do português usado em Portugal graças aos nativos que aqui viviam e aos negros africanos que vieram para cá como escravos. A influência africana sobre a língua falada no Brasil é, inclusive, maior do que imaginamos. Segue abaixo uma lista de palavras vindas da África.

 

ABADÁ – túnica comprida e folgada. No Brasil, é usada como sinônimo das camisetas usadas por trios elétricos e blocos de carnaval.

ACARAJÉ – bolinho feito de feijão fradinho e frito no azeite de dendê.

AFOXÉ – dança, parecida com um cortejo real, que desfila durante o carnaval baiano.

ANGU – massa de farinha de milho ou mandioca.

BABÁ – ama-seca, cuidadora de crianças.

BALANGANDÃS – enfeites, normalmente de ouro ou prata, usados em dias de festa.

BABACA – tolo, boboca.

BAMBOLÊ – aro de plástico ou metal usado como brinquedo.

BAGUNÇA – desordem, confusa, baderna, remexido.

BANZÉ – confusão, barulho.

BAOBÁ – árvore comum na África, de tronco enorme.

BOROCOXÔ – molenga, entristecido.

BANGUELA – desdentado

BATUCAR – repetir a mesma coisa insistentemente.

BELELÉU – morrer, sumir, desaparecer.

BERIMBAU – arco-musical, instrumento indispensável na capoeira.

BIBOCA – casa, lugar sujo.

BUNDA – nádegas, traseiro.

BUGIGANGA – objeto de pouco ou nenhum valor.

BÚZIOS – conchas marinhas usadas antigamente como moeda na África

CACHAÇA – aguardente que se obtém mediante a fermentação e destilação do mel ou barras do melaço.

CACHIMBO – pipo de fumar.

CAÇULA – o mais novo dos filhos ou irmãos.

CAFOFO – quarto, recanto privado, lugar reservado com coisas velhas e usadas.

CAFUNDÓ – lugar distante e isolado.

CAFUNÉ – ato de coçar, de leve, a cabeça de alguém, dando estalidos com as unhas para provocar o sono.

CALOMBO – inchaço, calo.

CALANGO – lagarto maior que lagartixa.

CAMUNDONGO – rato pequeno.

CANDOMBLÉ – local de adoração e de práticas religiosas afro-brasileiras da Bahia.

CANGA – tecido utilizado como saída-de-praia.

CANGAÇO – o gênero de vida do cangaceiro.

CANJICA – papa de milho

CAPANGA – guarda-costas, jagunço.

CAPENGA – manco, coxo.

CAPOEIRA – jogo de corpo, arte marcial de raízes africanas que mistura dança e luta.

CARIMBO – selo, sinete, sinal público com que se autenticam os documentos.

CATINGA – cheiro fétido e desagradável do corpo humano, certos animais e comidas deterioradas.

CAXUMBA – inflamação das glândulas salivares.

CHILIQUE – “ter um troço”, desmaiar, fazer escândalo desmedido.

CHIMPANZÉ – espécie muito conhecida de macaco.

COCHILAR (a ortografia correta deveria ser coxilar) – soneca breve, dormir levemente.

DENDÊ – palmeira ou fruto da palmeira de onde é extraído o famoso azeite.

DENGOSO – manhoso, chorão.

DENGUE – choradeira, birra de criança, manha.

ENCABULAR – envergonhar-se, ficar com vergonha.

EXU – divindade considerada o elo entre o céu e a terra, orixá guardião das aldeias e casas.

FAROFA – mistura de farinha com água, gordura ou ingredientes como carnes e ovos.

FOFOCA – mexerico, intriga.

FUBÁ – farinha de milho.

FULO – zangado, irritado.

FUNGAR – aspirar fortemente com ruído.

FUZUÊ – algazarra, barulho, confusão.

FUXICO – fofoca, falar mal dos outros, artesanato feito com pedaços de pano.

GANDAIA – farra, bagunça.

GANGORRA – balanço de crianças, formado por uma tábua pendurada em duas cordas.

GARAPA – melaço de cana, caldo de cana.

GERINGONÇA – coisa mal feita e de curta duração, objeto ou coisa estranha.

GINGA – movimento corporal na capoeira, futebol e dança.

GOROROBA – comida feita com restos de alimentos, mistura estranha de alimentos.

INHAME – tubérculo comestível como a mandioca.

JAGUNÇO – capanga.

JILÓ – fruto do jiloeiro, de sabor amargo.

MACUMBA – denominação genérica para as manifestações religiosas afro-brasileiras.

MANDINGA – bruxaria, ardil, mau-olhado.

MARIMBONDO – vespa.

MAXIXE – fruto do maxixeiro.

MINHOCA – verme anelídeo.

MOLEQUE – menino, garoto, rapaz.

MOQUECA – guisado de peixe ou de mariscos, podendo também ser feito de galinha, carne, ovos etc.

MUAMBA – contrabando.

MUCAMA – criada, escrava de estimação, que ajudava nos serviços domésticos e acompanhava sua senhora à rua, em passeios.

ORIXÁ – divindade das religiões afro-brasileiras.

QUIABO – fruto do quiabeiro.

QUILOMBO – povoação de escravos fugidos.

QUITUTE – iguaria fina e delicada.

SENZALA – alojamentos que eram destinados aos escravos no Brasil.

SUNGA – calção de criança.

TANGA – tapa-sexo.

TITICA – fezes, coisa sem valor, excremento de aves.

ZABUMBA – bombo.

 

Fontes: Wikipédia, Portal Brasil, Raiz do Samba.

 


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