DO INFERNO. CONHEÇA 20 CURIOSIDADES SOBRE JACK, O ESTRIPADOR





Jack, o Estripador (Jack the Ripper em inglês) é o pseudônimo de um misterioso serial killer que agiu na cidade de Londres na década de 1 880. Sua identidade e nome verdadeiro são ainda hoje incógnitas.

 

Jack matou pelo menos cinco prostitutas. Foi chamado de estripador porquê suas vítimas foram encontradas com as vísceras expostas. Os crimes ocorreram no bairro londrino de Whitechapel.

 

A verdade é que em torno de 11 mulheres, a maioria prostitutas, foram mortas em Whitechapel entre abril de 1 888 e fevereiro de 1 901. As vítimas eram degoladas e em seguida mutiladas. Whitechapel era conhecida como uma região violenta, mas nunca tinha até então visto algo semelhante.

 

De acordo com pesquisadores do caso, apenas cinco foram realmente mortas pelo Estripador. Elas são chamadas de canonical five (as cinco vítimas canônicas) e foram assassinadas entre agosto e novembro de 1 888.

 

Uma das mortes mais cruéis foi a de Annie Chapman, a segunda vítima. Segundo os relatos da polícia, o intestino teria sido removido e posicionado sobre seus ombros. O útero foi retirado de forma quase cirúrgica, levantando a suspeita de que o assassino entendia de anatomia.

 

A identidade verdadeira de Jack continua um mistério por diversos motivos, um deles eram as limitações científicas da época. Os testes de DNA estavam longe de serem inventados. Impressões de digitais nem ao menos eram feitas. As cenas dos crimes costumavam ser alteradas e nem ao menos chegavam a ser fotografadas.

 

Outro fator que atrapalhava as investigações: as manchetes da imprensa sensacionalista. Os jornais da época publicavam pistas falsas e informações deturpadas. Subornavam policiais e reviravam o caso até que a próxima vítima fosse descoberta.

 

O jornal londrino The Star foi um dos que mais lucraram na época em que os crimes ocorreram. As vendas aumentaram substancialmente. Tanto que num único dia chegou a vender mais de 230 mil exemplares, um número impressionante.

 

Tanto a polícia quanto a imprensa receberam cartas supostamente do assassino. Escrita por um jornalista apenas para criar sensacionalismo em cima do caso, uma delas chamava Jack de estripador. O apelido pegou tanto que até hoje ele é assim conhecido.

 

Uma das poucas cartas consideradas verdadeiras foi encontrada com um rim, supostamente de uma das vítimas. Nela, o autor diz que tinha fritado e comido o outro rim. A carta começa com o título From Hell (“Do Inferno”).

 

A polícia realizou 2 mil entrevistas, apontou 300 suspeitos e realizou 80 detenções e mesmo assim não conseguiu descobrir a verdadeira identidade do assassino.

 

Como as vítimas de Jack foram mortas durante os finais de semana, tudo indica que o assassino trabalhava durante os demais dias. É também provável que residisse no mesmo bairro onde elas foram encontradas.

 

Entre os mais prováveis suspeitos estão um polonês, um russo e um norte-americano. O único britânico nesse quinteto cometeu suicídio em dezembro de 1 888.

 

Diversos filmes sobre a história de Jack, o Estripador foram lançados ao longo das últimas décadas. Um deles é From Hell, Do Inferno, com o astro Jonnhy Depp no elenco.

 

Foram publicados vários livros sobre o assunto. Um deles é de autoria do britânico Donald Rumbelow, que não só dá palestras como guia turistas pelas ruas onde os crimes teriam ocorrido. Aliás, roteiros sobre “Jack,o Estripador”, “Sherlock Holmes” e outros personagens do imaginário londrino atraem milhares de turistas todos os anos para a cidade.

 

Um dos mais recentes livros aponta o imigrante polonês Adam Kosminky, de 23 anos, como o mais provável suspeito. Ele foi identificado graças a um exame de DNA feito num fio de cabelo encontrado no xale de uma das vítimas, guardado até hoje por descendentes de um policial que acompanhou o caso. Kosminky foi internado em um manicômio e morreu de gangrena.

 

De acordo com a autora de romances policiais Patricia Cornwell, o principal suspeito seria o artista plástico alemão Walter Sickert, que costumava pintar cenas mórbidas, várias delas com atos de violência contra a mulher.

 

Em 2 009, um dos pesquisadores do caso levantou a hipótese de que os crimes teriam sido cometidos por pessoas diferentes. A eles foi atribuído um único assassino por causa da imprensa, que queria chamar a atenção para o caso.

 

No filme Do Inferno, o assassino é Alan Gull, médico da família real britânica.

 

Uma última curiosidade: existia em Londres um pub chamado Jack the Ripper, que foi obrigado a trocar de nome por causa de protestos de feministas.

 

Fontes: Wikipédia, Guia dos Curiosos, Mundo Estranho, Terra, G1.


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